sábado, 13 de março de 2010

Mulheres: o gênero nos une, a classe nos divide

• Abrimos esta matéria com o título do livro escrito por Cecília Toledo porque ele sintetiza muitas das idéias que marcaram a história da luta contra o machismo.

Apesar do machismo não respeitar barreiras de classe, são as mulheres trabalhadoras que mais sofrem com ele. Além de toda violência física e psicológica que decorrem das práticas machistas. O capitalista lucra ao contratar uma mulher com um salário inferior ao do homem (mesmo cumprindo a mesma função), quando incentiva a entrada da mulher no mercado de trabalho terceirizado ou precarizado, afetando as condições de vida de todos ou quando promove a ideologia machista no interior da própria classe trabalhadora.

Enfim, o capitalismo se utiliza da opressão da mulher para explorar ainda mais a classe trabalhadora. E os trabalhadores homens têm que reconhecer que, ao praticarem ou incentivarem o machismo, estão ajudando os patrões a aumentarem seus lucros e dividindo a classe.

Por isso mesmo, no decorrer de nossa história, e diferentemente da maioria dos grupos feministas (que pregam a “unidade de todas as mulheres”) sempre defendemos a unidade das trabalhadoras e dos trabalhadores na luta contra a opressão da mulher e, também, na luta contra o capitalismo.

Sempre acreditamos que para conquistar a igualdade em casa, na escola, na rua, na fábrica, na mina, no canteiro de obras, no sindicato, na roça, em toda parte e no dia-a-dia é necessário que construamos juntos, uma sociedade socialista. E, acima de tudo, lutamos para organizar a luta anti-machista no interior das entidades e organizações de nossa classe

Novos desafios

O movimento de Mulheres da Conlutas é um passo a mais na construção de uma alternativa de organização e luta para as mulheres; uma alternativa classista e socialista para as mulheres que sabem que nossa verdadeira liberação só virá com o fim do capitalismo.

E para isto que, as mulheres da Conlutas dedicam sua vida e militância. Pois, como dizia Lênin (que soube entender a importância da luta antimachista): “nossa luta não é de igualdade para todos, não é de liberdade para todos, mas a luta contra os exploradores e opressores pela eliminação das possibilidades de oprimir e explorar”.

Referência: http://www.pstu.org.br/jornal_materia.asp?id=11064&ida=0

1968 - Olimpíadas de México

No México, as Olimpíadas conhecem dois tipos de doping
As Olimpíadas de 1968, na Cidade do México, apresentaram o mundo a dois tipos de doping. O primeiro, natural, resultado da altitude: disputados a 2.240 metros do nível do mar, com resistência do ar menor e 30% de oxigênio a menos, os Jogos tiveram 68 recordes mundiais e 301 recordes olímpicos quebrados.

O segundo, artificial. A Cidade do México viu, pela primeira vez, o controle antidoping em Olimpíadas. Somente um atleta foi eliminado por testar positivo a substâncias proibidas - o sueco Hans-Gunnar Liljenvall, do pentatlo moderno, por excesso de álcool.

Além disso, testes de comprovação de sexo para as provas femininas foram adotados, pelas suspeitas sobre as características físicas de algumas campeãs dos países do bloco socialista. Nenhuma mulher foi desclassificada, mas muitas atletas importantes não se inscreveram para os Jogos.

O evento teve alto grau de envolvimento político, já que o ano de 1968 foi um dos mais politizados da história. No país sede, pouco antes da abertura, 300 mil estudantes e professores entram em greve e, dez dias antes da festa de abertura, tropas do governo abrem fogo contra milhares de manifestantes na Praça das Três Culturas, matando centenas de jovens.

No resto do mundo, a China vive o início da Revolução Cultural. Na Tchecoslováquia, os sonhos de liberdade são esmagados por tanques soviéticos na "Primavera de Praga". Na França, o governo enfrenta manifestos estudantis e, nos Estados Unidos, são assassinados Robert Kennedy e o líder negro Martin Luther King.

Três pódios nas Olimpíadas da América Latina

O Brasil aproveitou os primeiros Jogos disputados na América Latina para conseguir seu melhor desempenho olímpico da década. No México, foram uma medalha de prata e duas de bronze.

No atletismo, o salto triplo novamente rendeu medalha ao Brasil. Depois do bicampeonato de Adhemar Ferreira da Silva, foi a vez de Nelson Prudêncio conquistar a prata. Ele saltou 17,27m, novo recorde mundial. Na última tentativa, quando o brasileiro já saboreava a vitória, o soviético Viktor Saneyev atrapalhou a festa verde-amarela e saltou 17,39m, conquistando o ouro.

No boxe, o paulista Servílio de Oliveira conquistou a primeira e única medalha da modalidade, bronze nos meio-médios, após perder as semifinais pelo mexicano Ricardo Delgado.

A terceiro medalha veio em uma modalidade que, no futuro, se tornaria a mais vitoriosa do país em Olimpíadas, a vela. Na classe Flying Dutchmann, Reinald Conrad e Burkhard Cordes ganharam o bronze.

O Brasil esteve próximo de outras duas medalhas. No basquete, a seleção masculina foi derrotada na disputa pela medalha de bronze pela União Soviética, por 70 a 53. Na natação, José Silvio Fiolo terminou a prova dos 100 metros peito a um décimo de segundo dos soviéticos Vladimir Kosinsky e Nikolai Pankin, medalhas de prata e bronze respectivamente.

Considerando que, Políticas Públicas é um compromisso público que visa a resolução de problemas ligados à sociedade como um todo, que engloba tudo que se refere ao bem estar do povo, tais como: saúde, educação, segurança etc… Este espaço é dedicado para pensarmos ações coletivas voltadas para a garantia dos direitos sociais.